

Olá meu amor.
Escrevo com a esperança de que os teus olhos possam ver primeiro estas palavras do que os meus possam ver os teus.
Sei que me pediste para não escrever mas acho que o fizeste porque sabias que ficaria triste assim que os meus dedos tocassem o teclado.
Penso em ti milhares de vezes por dia, vou tentando não demonstrar o que a tua ausência me provoca, ocupando os meus dias com muitas tarefas para fazer a um ritmo alucinante. Tento afastar o pensamento de que és tu quem me liga de cada vez que o telefone toca. E, de que vais fazer tudo para me esquecer...
Não passou um único dia que eu não desejasse escrever tudo o que trago em mim.
Queria falar do que se passou naquela longa quinta-feira.
Mas este não é o momento, vou fechar os olhos e reviver o momento, a partilha, as emoções, as sensações, o saber que se está vivo, amar e ser amado com a força do mundo.
Sempre gostei do que estas palavras representam:
"A distância é para o amor, o que o vento é para o fogo. Apaga o mais pequeno, aviva o mais forte."
Eu sei que és minha, também eu serei sempre teu.
Amo-te muito!
Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto, tão perto, tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura
Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te perco
Mário Cesariny
Para ti, com todo o meu amor.
Sempre teu
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